terça-feira, 24 de novembro de 2015

Sou um punhado coisas... e de emoções...  mulher de riso fácil e de lágrimas afogadas. Atualmente prefiro engoli-las, não acho que alguém as mereça. Simples e eternamente simples... Generosa mas consciente. Como diz a música "pra dor de amor eu não faço sala". Já fiz... mas não tenho mais tempo pra esses pequenos e constantes maltratos. O que ontem me tirava o sono, atualmente me dá asas. Hoje eu passo por cima, vida que segue, quem quiser, acompanhe... Detesto falsidade. Apesar da complexidade dos relacionamentos e das pessoas, ainda acredito nelas... e como acredito!  Guardo na boca o sabor da vitória e cuspo o amargo da derrota. Nos meus olhos conservo a beleza das almas de quem um dia cruzei e que em algum momento me tocou. Adoro andar descalça, me conectar com a natureza... isso não tem preço! Sou mais solidão do que multidão. Prefiro contar os amigos nos dedos da minha mão do que colecionar "conhecidos". Às vezes confundem meu romantismo, minha sensibilidade com "ingenuidade". Se amar alguém é ser boba, sou a boba de todas as côrtes! Prefiro o bom-humor ao mau-humor. Gosto de pessoas felizes embora jamais abandonarei alguém num momento triste. Quer me ver longe? bem longe? Seja dissimulado, "viva com a bunda entre duas cadeiras" (uma sábia expressão francesa) ou "em cima do muro" como custumamos dizer. Pronto, sumirei! Simples assim! Atitude é fundamental! Demorei mas aprendi: meu coração é o meu fiel companheiro, não posso traí-lo por descuido de uma teimosia.

sábado, 19 de outubro de 2013

terça-feira, 21 de setembro de 2010

ALGUMA COISA EM MIM






















Existe um deserto em mim
alguma coisa calada
alguma coisa que se perde
em dunas de sentimentos uivantes
qualquer coisa que arde
qualquer coisa que tem frio
um pouco de céu estrelado
misturado com solidão
Existe um oceano em mim
qualquer coisa de um cais
qualquer coisa de infinito
um pouco de porto seguro
um muito de liberdade
às vezes triste
mas nunca desesperado
existe um sonhador em mim
no meio de tanta dor...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

FAZ DE CONTA QUE NADA VI...





















Não quero ser mais um soldado
de um mundo sem paz
acordando de sonhos machucados
de momentos roubados
de penitencias-diárias
vivendo em alerta
na sombra do caos
Tenho sede de poesia
Fadas rondam minha mente
dançam no meu inconsciente
Estou desarmada
anestesiada
rodeada de hipocrisia
Me envolve em teu manto
quebre esse desencanto
faz de conta que nada vi
Não me faça rastejar
quando te peço apenas pra sonhar...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Saudades...















Hoje debrucei no céu pra olhar a cidade
As ruas por onde passa,
As esquinas onde se esquece...
Será que saudade tem fim?


Ana Lúcia Camargo
12/10/2009

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Detalhes do Amor












Nos olhos o mel
Na boca o fel
Nas unhas o meu coração

No riso a dor
Nas mãos uma flor
Nas ruas o teu caminhar

Disfarces do amor
Tardes de calor
Noites vem me arrepiar

No céu ou no mar
Onde quer que eu vá
é com voce que
Eu quero estar

Só voce cabe dentro de mim

16/12/2008
Ana Lucia Camargo

sábado, 2 de agosto de 2008

Sou Ana...



Sou Ana
Sou cigana
Leviana...
De amores
E tremores
Coleciono sabores
E dissabores...
Sou o avesso
Sou o excesso
Às vezes tempestade
Outras... calmaria
Vivo no limite do amor



Navegante...
Viajo no inconstante
Meu porto é o acaso
O aconchego, a minha estrada
Meu companheiro... a saudade
Invento sonhos
Pra abraçar a vida
Meus contos não são de fadas
Nem meu coração de lata
Cara a cara com o infinito
Respeito aquilo que conquisto

Ana Lúcia Camargo
02/08/2008

sábado, 26 de julho de 2008

Amor Submerso










Amor submerso
Misterioso universo
Das águas da paixão
Do canto das sereias
Das estrelas do mar
Da infinita beleza
Do verbo amar

Amor ao inverso
Desconexo...
Consome minhas noites
Dança na minha insonia
Devora meus dias
Me enche de manias
E nunca me sacia...

Ana Lúcia Camargo
05/08/2008

Prefiro tomar sorvete...











Junte tuas migalhas
Já provei esse banquete
Prefiro tomar sorvete...
Deixo de lado teu palácio
Não quero mais esse laço
Tenho a lua pra sonhar
As ruas pra passear
Minha estória
Faço e desfaço
Sem nenhum embaraço
Prefiro viajar...
Não entendo esse ficar
Tudo é tão infinito...
Não cabe num mal-estar

Ana Lúcia Camargo
28/07/2008