segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Detalhes do Amor












Nos olhos o mel
Na boca o fel
Nas unhas o meu coração

No riso a dor
Nas mãos uma flor
Nas ruas o teu caminhar

Disfarces do amor
Tardes de calor
Noites vem me arrepiar

No céu ou no mar
Onde quer que eu vá
é com voce que
Eu quero estar

Só voce cabe dentro de mim

16/12/2008
Ana Lucia Camargo

sábado, 2 de agosto de 2008

Sou Ana...



Sou Ana
Sou cigana
Leviana...
De amores
E tremores
Coleciono sabores
E dissabores...
Sou o avesso
Sou o excesso
Às vezes tempestade
Outras... calmaria
Vivo no limite do amor



Navegante...
Viajo no inconstante
Meu porto é o acaso
O aconchego, a minha estrada
Meu companheiro... a saudade
Invento sonhos
Pra abraçar a vida
Meus contos não são de fadas
Nem meu coração de lata
Cara a cara com o infinito
Respeito aquilo que conquisto

Ana Lúcia Camargo
02/08/2008

sábado, 26 de julho de 2008

Amor Submerso










Amor submerso
Misterioso universo
Das águas da paixão
Do canto das sereias
Das estrelas do mar
Da infinita beleza
Do verbo amar

Amor ao inverso
Desconexo...
Consome minhas noites
Dança na minha insonia
Devora meus dias
Me enche de manias
E nunca me sacia...

Ana Lúcia Camargo
05/08/2008

Prefiro tomar sorvete...











Junte tuas migalhas
Já provei esse banquete
Prefiro tomar sorvete...
Deixo de lado teu palácio
Não quero mais esse laço
Tenho a lua pra sonhar
As ruas pra passear
Minha estória
Faço e desfaço
Sem nenhum embaraço
Prefiro viajar...
Não entendo esse ficar
Tudo é tão infinito...
Não cabe num mal-estar

Ana Lúcia Camargo
28/07/2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Esse mundo é meu...



Quisera eu
Ser a autora
De uma história
Que nunca tivesse fim...
Mas teu silêncio é um segredo
E o vazio me dá medo
Não quero ser o elo
Dos nossos paralelos
Nem ficar em tuas mãos
Esperar... faz de mim criança
Me dói as lembranças...
Vou correr por aí afora
Saborear o que você não me deu
Descobrir porque teu sorriso não é meu
Com voce aprendi a partir
Então lá vou eu...
Consegui abrir minha porta
Vou sozinha... vou feliz
Tirei da bagagem a ilusão,
A dependência de voce...
Só carrego a saudade
Agora esse mundo é meu...!!!

domingo, 20 de julho de 2008

Teu pecado
















Quem dera eu
Ser teu pecado
Um desacato
Malicioso
Ser o instante
Inconstante
Invadir teu ser
Quando te encontro
Quase morro
E até corro
Não sei o que fazer
Bater de frente
De repente
É tudo que sonhei
Vou disfarçando
Quase minto
Às vezes brinco
Prá voce não perceber...
Atropelo os meus sentidos
Meu jeito distraído
Insisto nessa bobagem
De te amar.

Ana Lúcia Camargo
Setembro/2008

sábado, 19 de julho de 2008

Insensato querer

Volto a pisar esse chão...
Venho buscar os pedaços
De um coração exilado
Um tanto apaixonado
Trago nas mãos uma estrela
Que colhi pra te ofertar
Fragmentos da tua beleza
Que brilham no meu caminhar
Abro minha guarda
Colo os retalhos da alma
E vou que vou
Seja onde fôr
Abro os braços pro amor
Ana Lúcia Camargo

Desertar de você



A lua brilha lá fora
Reflete no mar
O banquete das sereias
As ondas rolam na areia
Lavando minha desilusão
Preciso sair de mim
Desertar de você
E entender porque
O amor é assim

Amor precipício
Sem fim nem início
Amor acidente
Bote de serpente
Amor canalha
Efeito navalha
Amor sem saída
De idas e vindas
Amor...
De infinita saudade...

Ana Lúcia Camargo
19/07/2008

domingo, 8 de junho de 2008

Se der pé















Vou pular
Prá dentro de você
Mergulhar
No infinito do teu abraço
Me arrastar
Na imensidão do meu desejo
Nadar
Mesmo contra-maré
Me afundar
Na tua beleza
Sei que peixes vou cruzar...
Mas... se der pé...
É lá que eu vou ficar

Ana Lúcia Camargo
Julho/2008

Striptease

sexy icons
Num gesto sensual
faço meu carnaval
às vezes carente,
às vezes latente,
num conflito brutal
vou deixando as palavras
deslizarem em minha mente
dançando com os versos
jogando entre linhas
verbos sem pudor
falando de amor...
é assim, que pouco a pouco
num streaptease insolente
vou despindo minha alma
até ficar completamente nua

Ana Lucia Camargo
Rio de Janeiro,
07/06/2008

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Rio meu irmão






Rio de Janeiro
Cinema brasileiro
Luzes de uma imaginação
Poeta sorrateiro
Amigo trapaceiro
Me engole na arena de um leão
Carnaval fuleiro
Turistas estrangeiros
Vão chegando pela contramão
Na praia ele é faceiro
Milhões de tiroteio
É só mais um passeio
Cenário de uma miscigenação
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Cinema sorrateiro
Poeta brasileiro
Amigo estrangeiro
Turista trapaceiro
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
atenção ele é meu irmão
então sorRIO...

Ana Lúcia Camargo
02/06/2008

domingo, 1 de junho de 2008

Nua e Crua












Não quero a lua na minha poesia
Não me fale de alegria,
Não enfeite a minha dor
Pra que tanta folia com meu coração ?
Não me encante com filosofias
Nem me mostre uma melodia
A verdade é nua e crua
Pois só conheço o amor
E amor, hoje pra mim é uma dor

Ana Lucia Camargo
01/06/2008

sábado, 31 de maio de 2008

Perdendo o juizo

chapter 2
Ando falando com as paredes
Vivendo a vida por tabela
Comendo na beira do prato
Tentando entender teu descaso
Me tira do sério
Me envolve em mistérios...
To perdendo meu juizo
Já não quero mais essa arte
Guarda teu traje de amigo
Não é disso que preciso
Estou do lado do avêsso
Nem sei se me reconheço
Prefiro ficar sem assunto
Do que tentar chegar junto
Me perdendo em teu olhar
Mas estou certa que um dia
Voce vai me procurar e...
Na volta do mundo
Voce vai encontrar
Aquelas bobagens
Que eu chamava de amor...

Ana Lucia Camargo
01/06/2008

Comentario de Zé Celso Martinez Corrêa, enviado por e-mail










IÓ!ANA LUCIA

POETA ARTISTA
LYRICA LETRISTA
DA CANÇÃO
QUE SEMPRE FOI EXISTENCIALISTA
COM TODA RAZÃO
QUE SÓ FAZ O Q MANDA
O SEU CORAÇÃO
É POETA QUER QUEIRA OU NÃO
DIONÍSIOS SÓ ACREDITA NUM DEUS Q DANÇA
E QUEM DANÇA COMO DEUSA O Q VOCÊ DANçA
NA VIVA VIVIDA
E´POETA ,É MULHER DA VIDA
TUDO Q VOCÊ TOCAR
VIRA POESIA DE OURO PRA CANTAR
TEU BLOGG É LINDO
COMO TEUS FILHOS
COMO TUA VIDA
COMO O MUNDO INFINDO
Q você encontre -se com Hilda Hilst , Cecilia Meirelles, Safo,Pagú,Marina,
q estou ouvindo agora,
e todas ,
todas as mulheres ,
tuas irmãs nesta Arte PHODEROSA do Amor
elas como você ,tem
luzes de Luis, de Lucia de Lucifer, o mais belo Anjo q já existiu!
EVOÉ BACA

TODO AMOR E ADMIRAÇÃO DO TAMBEM POETA


PS-conserte os erros de digitação , na poesia a silaba, a palavra tem a ser exata
é dificil pra mim, muito, mais tento, a exatidão da PEROLA NEGRA
Não desejo mais MERDA por que ela virou nas Bodas de Ouro do OficinaUynaUzona virou Ouro
sobre o azul e é o q te desejo
OURO
José Celso Martinez Correa

domingo, 25 de maio de 2008

Não te quero mais

love icons
Se voce olhar pra mim
Talvez entenda
Que estou saindo de mansinho
Pra não mais me machucar
Sem festa, nem barulho,
Vou tirar meu coração desse lugar
Foi voce quem quis assim
Agora não te quero mais
Tantas estradas dentro de mim
Onde estrelas vem brilhar
E eu aqui tão triste
Na escuridão do teu olhar
Deixo a minha solidão
Pra te fazer companhia
Deixo o meu carinho
Pra preencher teu vazio
Deixo minha alegria
Pra enfeitar os teus dias
Mas carrego meu orgulho
Pra voce não mais pisar
E quando a saudade
No teu ombro pesar
Procure a minha poesia
Talvez voce encontre
Tudo aquilo que não via

Ana Lucia Camargo
24/05/2008

Estou em construção









Ando num estado latente
Um pouco carente
Estou em construção
Quero andar descalço
Tirar meus sapatos
Por os pés no chão
Quem sabe o sonho acordado
Seja mais engraçado
Que no meu cobertor
Deixo de lado a vaidade
Nem lembro a idade
Eu sou o que sou
Não sei se é arte ou se é manha
Quando me assanha
Me leva que eu vou
Enganando a  dor
Talvez um dia consiga
Entender essa vida
Ser mais um ator

dedicado ao meu amigo André Magalhães, que como eu, esta em construção
Ana Lucia Camargo
04/05/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Rio de Janeiro - Terra do "Corps-Curvado"












Rio de Janeiro
Terra do Corcovado
Do “corps”- curvado
Do povo que carrega nas costas
O peso de um pecado não cometido
Com sabor de submissão
De uma sub-missão
Súbita vertigem
De uma visão
Esplendorosamente
HI-PO-CRI-TA
Viro a pagina
Passeio nos “amarelinhos”
Da faunalandia
Dos pseudo-intelectuais
Pego o bonde,
Santa Teresa
Princesa carioca
Gueto de “autistas”
Entre bares cansados
Das mesmas “conversas de botequim”
Dos tempos de Noel
Vou a Lapa
Onde os Arcos enfeitam
As “cabeças feitas”
Da nova “fashion geração”
Caminho em direção à praia
Copacabana me engana
Com suas ciganas
Vendendo ilusões
Pelas sinuosas calçadas famosas
Onde qualquer “I love You”
É bom pra XUXU
Onde os “gringos” disfarçam a solidão
Saudando a nossa miscigenação
Oxigenando fantasias oprimidas
Salve Ipanema!
Com suas areias poéticas
E podres de éticas
Globalizadas
Exóticos, caóticos umbigos
Saudades dos anos “Píer”

Ana Lucia Camargo
março/2008
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Bicho do Mato 1

Bicho do mato
Com voce quero correr
Todos os riscos
Quero ser tua presa
A mais indefesa
Como um bicho no cio
Selvagem e vadio
Ser teu mal me quer
De um instante qualquer
Ser tua leoa
Engolir teu desejo
Beber teu beijo
Saciar minha sede
Cair na tua rede
Fazer do teu corpo meu altar
Reinventar o verbo amar


Ana Lucia Camargo
26/04/2008
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sábado, 24 de maio de 2008

Pra minha mãe...












“Mãe...
Deixa que esse mar te molhe
Que esse sol te queime
Que esse som te leve
Nada te espera
Aquele beijo que você me deu
Aquele cigarro que você acendeu
Aquele dia escureceu
Acabou, passou, morreu...
Cada dia é uma surpresa (E era mesmo!!!)
Faça da surpresa a sua alegria
Tudo é um jogo, uma brincadeira
Não queira entristecer
Você não vai gostar de perder...

Ana Lucia Camargo
escrevi na minha adolescencia
dedicado à minha querida mãe

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Se voce soubesse...

photos on the ground

Se voce soubesse...
O quanto eu quis
Te dar mil abraços
Cair em teus braços...
Te amei sem freios
Hoje vou sair em fuga
Apagar a saudade em mim
Arrancar essa flor do meu peito
Tirar os espinhos
E em outro jardim
Plantar minha paz
Fazer da alegria
Meu dia a dia
Transformar essa dor
Em outra forma de amor
Porque pra mim,
Voce foi só fotografia ...

Ana Lucia Camargo
23/05/2008
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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Minha felicidade...













Uma poça d´água
Um riscado de amarelinha
Uma cantiga de roda
Me fazem lembrar o quanto eram doce
As horas em que passava sozinha
Sentada na calçada
Com a minha infância
Onde o sol batia forte
Esquentando meu corpo
Como num caloroso abraço
Que me protegia
Desse mundo de gigantes
Onde tudo tinha outra dimensão
O tempo passava
e eu nem percebia
Sonhava com a felicidade
Sem me dar conta
Que era ali que ela estava
E nada me pedia...

Ana Lúcia Camargo
21/05/2008
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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Simples assim...










Quero a simplicidade de
Olhar a chuva cair sem tristeza,
Quero a alegria do teu sorriso,
Vou contar as estrelas
Como conto os dias que te espero
Fazer delas meu calendário
Ouvir na calada da noite o teu silêncio,
Improvisar as horas em que não te vejo
Correr pela praia esperando o bom tempo,
Com a música das ondas em meus ouvidos,
E o vento trazendo a memória da tua beleza
Viajar nas estradas sublimes da vida
Sem saber pra onde ir
Sem saber quem vou encontrar
Me insinuar... sem me propôr
Com a certeza de que um dia vou chegar
Lá onde meus sonhos me levam
Num infinito distante
Onde sei que voce vai estar

Ana Lúcia Camargo
19/05/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Esperança... Quem é vc?












Esperança vc me deu...
suas palavras são lindas
pena que não conheço seu rosto
não sinto a tua pele
não vejo teus olhos
só mesmo o som do teu silêncio
quem sabe um dia
o vento me levará até voce
aí então terei não só a esperança,
mas a felicidade de conhecer
essa pessoa que me emociona
e me da vontade de seguir em frente
carinhosamente
obrigado

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Vem...

Photography

Vem morar no meu corpo
acordar e dormir na minha estória
roubar do relógio aquelas horas
que o tempo depressa levou
vem viver na minha memória
onde o vento vem soprar
embaraçando meus apelos
contradizendo meus medos
vem corrigir o verbo amar
tirar do rascunho a poesia
fazer brilhar os meus dias
tranquilizar minhas noites
ser meu infinito instante
fugir desse cotidiano insano
vem me namorar...

Ana Lúcia Camargo
15/05/2008
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terça-feira, 13 de maio de 2008

Tua sã loucura

Da tua sã loucura
Fiz minha fiel literatura
Dos teus versos
Minha poesia
Não quero a rima
De um poema triste
Hoje estou livre
Encontrei meu porto
Vou hastear minha bandeira
No território do teu corpo
Ultrapassar os limites
Abrir minhas fronteiras
Explorar tuas entradas e bandeiras

Inspirada num depoimento que recebi de Fhernanda Fernandes
Ana Lucia Camargo
23/04/2008
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video


GRANDE RENATO PIAU,
compondo a musica pra "Tua sã loucura"
02/05/2008

Minha eterna menina









Meu neném
Quando acordei
Estava lá você
Cheia de braços e pernas,
Infinita beleza
De uma menina mulher
Linda criatura
Presente que Deus me deu
Você é puro encanto
Minha princesa,
Minha estrela guia
Bailarina
Sua dança fascina
Teu olhar cheio de graça
Me embaraça
Teu sorriso me ilumina
Tua alegria me contamina
Minha eterna menina
Meu grande amor
Louisa

dedicado à minha filha Louisa

Ana lucia Camargo
13/05/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Isso não se explica













Como explico ?
Que o céu é infinito
O mar é azul
E o mundo gira
Se não sei nem explicar
Porque amo você
Nem meus cinco sentidos
Explicam esse encanto
De estar em todos os cantos
Pensando em você
Te sinto no vento
Estranhos momentos
Que me trazem você
Não sei se é magia
Ou simplesmente mania
Gostar de você
Não conto meu tempo
Ás vezes "me invento"
Que estou com você
Não sei o que é isso
Mas sei que por isso
Mudo todo o meu ser
Tudo complica
E nada se explica
Quando encontro você


Ana Lucia Camargo
13/05/2008
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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Não estou em seu cartaz...









Ponha as mãos na consciência
E olha o que você me faz
Veja quanta indiferença
Isso assim ja é demais
Sei de fato, chateado
Que não estou em seu cartaz
Mas me dê a alegria
De um carinho
E nada mais
Fui tua estrela
Hoje me esquece
Sem nem mesmo olhar pra tras
Nosso amor virou um acaso
Já não me interessa mais
Afinal ja fiz de tudo
Pra você
Mas tudo é mal
Sendo assim
Saio de cena
Nosso caso era banal

Ana Lucia Camargo
06/05/2008

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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Absoluta Paixão












Quando o destino
Parar de capricho
Me levar a você
Vou encontrar
o caminho das estrelas
Esquecer a poeira
E nele perpetuar a magia
Da absoluta paixão
De um amor verdadeiro
Vou descansar dessa luta
Esquecer as desfeitas
As horas estreitas
Que apertavam meu coração
Te quero sem explicação
Flores não vão faltar
Quando voce me amar

dedicado à Alfredo
Ana Lucia Camargo
abril/2008
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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Brincadeira do destino







Parece que ja te conhecia
Coisas da alma
Brincadeira do destino
Chegou de mansinho
Desconfiado, calado
Com muito jeito
Invadiu o meu peito
E por aqui ficou
Confidente das madrugadas
Companheiro das noites de insonia
Meu grande amigo
Conheço tuas tramas,
Teus dramas
Te reconheço em mim
Sinto tua dor,
Teus sonhos perdidos...
Brutalmente magoados
Em caminhos passados
Mas que voce num "pulo de gato"
Transforma esses instantes
Nesse cara brilhante!!!

Dedicado à meu amigo Magno, "Gato Seco"
Ana Lucia Camargo
05/05/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Além do infinito








Além do infinito
Mora meu coração
As vezes triste
Outras aflito
Mas mora numa mansão
Sem grades
Nem alardes
Apenas emoção
Não é muito exigente
Nem tão pouco indolente
Faz do sonho a sua estrada
Da paixão o seu quinhão
é somente um irreverente
Em busca de uma paixão

Ana Lucia Camargo
05/052008
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sábado, 3 de maio de 2008

Onde Deixou ?



Um por do sol
o mar azul
cade voce?
o dia me espera
mas qual é a graça
se sinto frio
não mais sorrio
não quero mais
o vai e vem
do seu desdem
quero sua mão
sua emoção
não me de o resto
das tuas noites
com outros amores
não me atormenta
ninguem aguenta
brigo com a hora
voce demora
estou partido
muito sofrido
de tanto vazio
e agora?
voce chegou
nada sobrou
cade o sol?
o mar azul?
as noites lindas?
Onde deixou?

Ana Lucia Camargo
abril/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Robix







Rei das noites
Transpira a musica
Por todos os poros
Ritimando as noites loucas
Com seu sorriso contagiante
Num cenario alucinante
é a causa do meu efeito
Mexendo com meus sentidos
Onde embarco doce-mente
Num clima de alquimia
Que me transcende
E toma conta de mim
Frenético
Eclético
Viaja no seu CDJ
Comandando a festa
Entre "Le Boys" agitados
e " Weeks" interminaveis
Seu nome... Robix

dedicado à Robix, por Charlotte
abril/2008
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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Bicho do Mato 2








Bicho do mato
Bonito e arisco
Com voce correria todos os riscos
Quero ser teu instante
Selvagem e errante
Ser teu «tanto faz»
Num momento fugaz
De arrepio constante
Ser teu mal-me-quer
De um momento qualquer
Engolir teu desejo
Beber o teu beijo
Saciar minha sede
Cair na tua rede
Fazer do teu corpo o meu altar
Reinventar o verbo amar


Ana Lucia Camargo
02/05/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Sair da pior










Vou sair da pior
Fazer acontecer
Um dia melhor
Carregar nos braços meu carinho
Debruçada na minha dor
Sem chorar nem um pouquinho
Deixar rolar a minha magoa
Mergulhar na poesia
Inventar outra alegoria
Não quero a sua tabua
Prefiro me afogar
Num mar de alegria
Onde o amor irradia
Anunciar aos quatro cantos
Que o bom tempo chegou
Não quero mais ser refém dessa ingratidão
Vou deixar de ser teu neném
Soltar sua mão
Sair da contra-mão
Teu reinado acabou
So o sonho ficou

Ana Lucia Camargo
abril/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Esperando minha vez








Vou levando...
Te filmando...
Esperando...
Decifrar teu silêncio
Escapar um sorriso teu
Distraído roubar um beijo
Fotografar tua imagem
Quanta bobagem...
Por tão pouco quase morro
Desfilando meus desejos
Te encontro na rua
Me deixas NUA
Com a elegância de um rei
Me tira do trono
Me balança um talvez
E eu, comportada,
espero a minha vez...

Ana Lucia Camargo
abril/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Minha inspiração...voce...








"quadro das rosas"
de Alfredo Canedo




Teu corpo
Minha festa
Teu desejo
Meu prazer
Teu silencio
Minha solidão
Tua busca
Meu desencontro
Tua boca
Meu sorriso
Teus olhos
Minha luz
Tua fotografia
Minha companhia
Tuas mãos
Meu porto seguro
Teus braços
meu aconchego
Teus pés
O meu caminho
Tua pele
Meu arrepio
Tua presença
Minha coragem
Você
minha inspiração


Ana Lucia Camargo
abril/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Trocar a musica

plaat

Trocar meu lençol
pra refrescar meu dia
Trocar minha dor
Por um amor
Trocar a musica
antes que fique surdo
Trocar a paisagem antes
que fique cego
Limpar a casa
Da tua imagem tão rara
Talvez mudar de cidade
Dizem que a felicidade
Não tem preço
Nem tao pouco endereço
Vou procurar nos livros
Uma formula pra
Livrar minha mente
Desse amor ex-i-gente
Talvez buscar outro começo
Onde finjo que te esqueço

Ana Lucia Camargo
abril/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Saindo de cena

All You Need Is Love.
To saindo de cena
Não deixo saudade nem pena
Escondo meu desengano
Por baixo do pano
Brinco com a dor
Vou olhar o ceu
Pra tentar lembrar
Como se esquece um amor
Enxugo a chuva de lagrimas
Espero passar a tempestade
Colo um sorriso no rosto
Ignoro o desgosto
Um artista
Não fica na pista

Ana Lucia Camargo
16/04/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Amor "trash"








Quando meu coração se abriu
Achei que tudo era festa
Me vesti com teu amor
Comprei flor
Sorri, dancei, ainda brinquei
Te carregava na veia
Minha roupa era a energia
Tua alegria, minha fantasia
Um ano passou
E so a ilusão ficou
Me despi do falso amor
Tirei do vaso a flor
A musica não mais tocou
Não sei mais dançar
A brincadeira acabou
Jogo fora o amor
Nao quero mais a festa
de um amor "trash"
onde a gente paga "cash"


Ana Lucia Camargo
abril/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Piano Bar









Pra voce que ninguem escuta
No fundo de uma sala
Onde mastigam, brindam
Entre cochichos e risadas
Entre algumas piadas
Tocando sua musica
Com uma sensibilidade surda
Como um fantasma da opéra
Que so meus ouvidos podem ouvir
A tamanha magia desse momento
Onde todos de costas
Nem olham suas mãos
Tocando a coragem
De ser um artista
Numa sala de "autistas "
Te entrego minha emoção
E junto a adição,
deixo minha admiração ...


Ana Lucia Camargo
28/04/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Homenagem à Luiz Antonio Martinez Correa







Luiz Antonio Martinez Correa

O sonho azul de nossas vidas
Desfez-se como por encanto
Pois repentinamente
Tornou-se um inocente sonho de criança
Sonhavas em viver feliz
Sonhavas, mas o destino so de mau não quis
Foi um sonho que cedo acabou
E agora Luis?
Onde esta a felicidade?
Vem dizer como matar essa saudade
Que sem ti finda jamais
Vem aliviar as dores desse nosso coração
Paulista de Araraquara
Um grande homem de fato és
Fazendo a qualquer se perturbar
Malgré tout!!
Não posso me conter
Avec vous, monsieur
On vivais comme des fous !!
Agora, tudo perdeu a graça
Tudo ficou triste
Quer no Leme ou Leblon
Já bem cedo,
O Rio não é mais o mesmo
Ipanema também perdeu aquela mensagem
E pergunto, senhora dona Felicidade,
Onde estas?
Talvez um dia o acaso teça nossa alegria
Abrindo-se a porta e por encanto você apareça
Trazendo o teatro dos sucessos e os bons tempos,
Apresentando a revista mais bonita do Brasil,
Esse real sucesso a mais
Que você nos deixou
E agora Luis?
Como é que a gente fica?
Pois a felicidade passou
E de todo aquele teu carinho
So tua saudade ficou
E não consigo enganar essa dor
Malgré tout !!!
Vem ouvir teus pássaros cantar
Pois este céu azul te pertence
Oh! Luiz , teu nome todo mundo há de lembrar !!
Para mim você não morreu
Adeus, adeus, hás de voltar
Para nos todos tornar a abraçar !!!
Eu te amo !!!
Com a maior e a mais dolorosa saudade
Da sobrinha-tia-irmã-filha-amiga
MUUUUUUUUUUUUUUUU

dedicado à Luiz Antonio Martinez Corrêa
com meu maior amor
Ana Lucia Corrêa de Camargo

copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Bicho solto









Hoje o bicho ta solto
Aproveito e devolvo
Tuas caras “sem graça”
Teu jeito de ser
Vou abrir meu espaço
Desatar esse laço
Mudar minha praia
Não vou mais te ver
Te devolvo o amor vagabundo
Vou cair no mundo
Sem mais esperar
Assim vou me curar
Vou acordar os meus sonhos
Acender a cidade
Ver o outro lado da rua
Onde o vento vem soprar
Acabou teu instante
O amor é mutante
Vou guardar no armario
Minha estoria de amor
Eu sei, nada é pra sempre
Mas quando o sempre é nada
O melhor é não ter mais nada
Que o nada também acaba

Ana Lucia Camargo
abril/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Do Leme à Gamboa










Andando à toa
do Leme à Gamboa
vou deixando meus sonhos me levar
entre unhas e dentes
nadando contra a corrente
de um cotidiano leviano
quase insano
me equilibro na corda bamba
de um coraçao irreverente
inexplicavelmente discrente
deliciosamente indecente
te guardo na mente

Ana Lucia Camargo
abril/2008
copyright "©" esta obra está sujeita aos direitos de autor

Vou ligar o radio








Caminhando nessa estrada
Não sei pra onde vou
Voce me acostumou ao nada
Agora não sei mais quem sou
Perdida ou achada?
Talvez procurada
Vou ligar o radio
Pra saber onde estou
Quem sabe alguma noticia
Ou talvez uma musica
Me lembre se ainda sou
Aquela pessoa que tanto sonhou
Esqueci as horas
Enquanto te esperava la fora
Na minha agenda
Os dias me dão calafrio
Cheio de encontros vazios
Lotado de desencontros frios
Vou procurar num caderno
Talvez tenha um rabiscado
Onde ache o meu passado

Ana Lucia Camargo
01/05/2008
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Mundo virtual








Num mundo virtual
Enfeito tuas paginas
Preencho os espaços
Que voce não me da
Juntando os traços
Desenho tua imagem
Faço poesias
E voce com essa mania
De lembrar de me esquecer
Que posso fazer?
Se entre milhões de fotografias
so aparece voce
Na minha janela não tem Cristo Redentor
Muito menos outro amor
Não sei mais o que faço
Entre recados e maltratos
Vivo aos pedaços

Ana Lucia Camargo
01/052008
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Sou apenas o instante











Sou apenas o instante
O momento exato
O segundo que passa
Sem voltar atrás
Fragmentos
Momentos de prazer
esquecidos nos lençóis suados
sou tua alegria
tua companhia
teu imaginário
sou o cenário
das tuas noites frias
o teatro
da tua doce folia
teu sonho vadio
um sacana
no palco da tua cama
me bate
me arranha
me morde
me ganha
mas não me barganha

dedicado ao projeto cinematografico de André Magalhães
Ana Lucia Camargo
abril/2008
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Sem clichês









Me leve longe do lugar-comum
Quero te despir
De todos os clichês
Pra que se vestir de tantas mascaras?
Se esconder atrás da boa educação
«S’ il vous plait», «merci»,«n’y a pas de quoi»
Quero uma vida sem ponto e virgula,
Nem reticências,
Livre de toda inocência
Deitar no teu colo,
Me embriagar no teu perfume,
Sem penas, nem cenas,
quero apenas
Ser o autor desse romance
Não quero o “jamais” nem o “sempre”
Quero apenas o “AQUI” e “AGORA”

Ana Lucia Camargo
abril/2008
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Meu Desafeto












Meu desafeto...
Me devolva os dias cansados
De tanto esperar por voce
Quero uma trégua
Nessa guerra silenciosa
As paginas dedicadas à você
Já não me fazem mais sonhar
Quero voltar à magia
Dos meus anos de aeroplanos
Pular o muro do quintal
Da minha mente
Jogar fora as noites dementes
Plantar novas sementes
Empurrar as paredes do meu peito
Abrir um espaço
Nesse coração tão apertado
Para que nele caiba
Um amor de verdade

Ana Lucia Camargo
abril/2008
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Celebro a Vida!!!









Vou embora...
Muita dor pra pouco amor
Te deixo
a presença da minha ausência
o silencio da minha voz
as cinzas do nosso carnaval
os dias que me fizeste mal
as noites gemidas
o sabor dos meus sonhos
o vazio do nosso abraço
a solidão dos teus beijos
nosso perverso desejo
e num ato de desacato
te condeno a liberdade
Celebro a vida!!!!!!!!!

Ana Lucia Camargo
22/abril/2008
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Embriagada de Lucidez



Embriagada de lucidez
Brincando com a insensatez
Vou vivendo
nesse turbilhao de talvez
perdendo o juízo
ignorando os avisos
virando a mesa da indecisão
mergulho no sim do teu não
viajo no não do teu sim
em futuros ausentes
arriscando o presente
de uma vida tão cara

Ana Lucia Camargo
10/04/2008
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Decretei feriado







Hoje decretei feriado
Fechei todas as portas
Me fazendo de morta
Pra voce sair de mim
Prefiro sair calado
Curar meu machucado
De um talvez sem fim
Parei de olhar a hora
De esperar pelo agora
Que nunca acontece
Você sempre tão surdo
Nem enxerga o absurdo
Quando me trata assim
Faço greve desse amor
Te nego minha dor
Vou cuidar mais de mim
Amanhã
Quando abrir minhas portas
Serei simplesmente feliz...
Ana Lucia Camargo
abril/2008
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O amor chegou de mala...











Três Rios

Essa cidade nua de emoção
Vestida de solidão
Não me dizia nada
Nem tão pouco
chamava minha atenção
foi quando de repente
o amor chegou
e sem pedir licença
nada me perguntou
espaçoso...
foi invadindo tudo...
trazendo suas malas
enchendo minhas gavetas de sonhos
amassando minhas roupas
fazendo de mim
seu porto inseguro
roubando meu sono
bagunçando meus dias
que moleque esse tal de amor
se instalou na minha vida
ocupou todo espaço
atropelou meus passos
mas esqueceu na mudança
de te trazer na sua mala

Ana Lucia Camargo
abril /2008
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Bobo da Côrte











Cansei de ser o bobo da tua corte
Quero ser a coroa do teu reinado
Um simples louco apaixonado
Sair da sombra
Beber água da chuva
Me inundar de voce
Esquecer o cinto de segurança
Que importa o vento?
Que importa o tempo?
Se voce morde?
Nem sei...
Quero viajar
Pelos canteiros proibidos
No paraíso do teu corpo
Ser o teu conforto

Ana Lucia Camargo
abril/2008
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